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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aqui, aos 25

Dia desses, não tão longe pois só completam duas semanas amanhã, fui fazer um exame psicológico. Calma. Pelo que eu saiba, está tudo bem com a mente que vos escreve. Era mais uma etapa de um processo seletivo de uma vaga de um emprego que talvez um dia - não agora, veja bem - eu venha a ocupar. São tantos uns e umas que o talvez quase parece certeza, mas ele logo se perde. É bem talvez, mesmo.

De qualquer forma, isso não é o importante. Pode ser que fique, em breve, nas próximas linhas ou dias. O fato é que, no final desse teste/exame/prova/etc psicológico, precisava escrever uma redação. Até aí tudo bem, sou jornalista, né? Tenho de saber escrever, fazer uma redação, essas coisas. Não que eu não fosse saber se não fosse jornalista. Até porque, talvez esse seja o único dom (aka talento aka uma das poucas coisas que sei fazer de verdade sem nenhuma dificuldade intelectual). O interessante, aqui, é que o tema era... eu. Devia escrever sobre mim. Não há nenhum problema nisso, exceto por não saber de fato o que dizer sobre mim e estar com sono por ter dormido apenas por duas horas na madrugada daquele dia.

Para minha sorte, eu sem querer me ajudei antes mesmo de saber que deveria fazer essa redação. Preparada para procurar sequências de símbolos que nunca decoro como são, fiquei 50 minutos no trânsito pensando em qualquer coisa, menos no teste/exame/prova/etc. Qualquer coisa vulgo este blog. Incrível, não? Já estava com essa ideia há tempos na cabeça. Fazer um blog novo. Algo referente à minha vida a partir dos 25 anos. Deixar aquela garota do casaco verde só na memória e começar do zero. Uma tentativa de ter ânimo, novamente, para escrever sobre aleatoriedades que não sejam apenas seriados.

Sendo assim, ao longo do caminho até o local do teste, fiquei pensando sobre o primeiro post desse blog recém criado. Eu provavelmente, como sempre, teria esquecido tudo se não fosse o próprio teste. Ou seja, meu blog salvou o exame e vice-versa. No fim das contas, achei super apropriado começar minha redação sobre eu mesma falando exatamente sobre meus 25 anos. O que, na verdade, começou com 24. Foi mais ou menos assim:

Faz pouquinho tempo, eu ainda tinha 24 anos. Pouco mais de três meses. Agora, tenho 25. Para algumas pessoas, pode parecer não fazer diferença nenhuma. Talvez, para essas pessoas, realmente nem faça... mas na minha cabeça, aqui, são dois mundos diferentes. É como se agora fosse sério mesmo. Tenho 25. Sou adulta. Meu Deus do céu, sou adulta.

Com 24, eu ainda nem tinha largado o primeiro emprego. Agora, já deixei o segundo (em breve conto para vocês, mas já peço para não me acharem louca) e procuro o terceiro. Com 24, eu nem queria casarterfilhosterfamíliaserfelizparasemprecomalgúem, só queria saber do meu futuro profissional. Hoje, tenho um namorado maravilhoso e incluo sua presença em todos os meus planos futuros (mas ainda sem filhos, por favor). Apesar de já ser uma mulher, com 24 eu ainda me olhava no espelho pensando naquela garota que ouvia Alanis Morissette, tomava café e via seriados. Mas eu cresci. Precisei fazer 25 anos para a ficha cair. Continuo fazendo as mesmas coisas, mas cresci. Entendem?

Pensando bem, para o meu próprio bem, essa não é a reprodução exata da redação no teste/exame/prova/etc. A questão principal é: agora tenho esse novo blog aqui. Espero que quem ainda não tem 25 anos possa se identificar com as futuras besteiras que escreverei, afinal, mesmo crescida, às vezes sinto como se tivesse 20. E, dizem, tenho carinha de 19 (mas a avó do meu namorado, é bom dizer, disse que pareço ter 15, de modo que mesmo não sendo verdade, eu acreditei, porque me sinto melhor assim). Espero o mesmo de quem já passou há muito dos 25, afinal você pode ter ainda pensamentos como os meus.

E o que dizer para quem está comigo nessa caminhada? Cá estamos, já pedindo para o tempo passar devagar e não chegar logo aos 26. Quem diria que, em 2006, e olha que nem faz tanto tempo assim, foi uma grande comemoração chegar logo aos 18. Nada mudou. Nada muda. É só o tempo passando. E agora esse passar de tempo faz mais sentido do que nunca.